Governo Estende Negociações com UGT, Mas Greve Geral de 11 de Dezembro Mantém-se Inabalável
“Há muita pedra para partir”, afirmou Mário Mourão, líder da UGT, sublinhando as distâncias que persistem nas negociações laborais.

O Governo português, sob a liderança do Executivo de centro-direita, optou por conceder mais tempo à União Geral de Trabalhadores (UGT) para analisar as propostas de revisão da legislação laboral, mas a central sindical avisou que não há condições para desconvocar a greve geral marcada para 11 de dezembro. Esta decisão surge após uma reunião tensa esta quarta-feira entre a ministra do Trabalho e os representantes sindicais, onde não foram revelados avanços concretos, apesar de alguma aproximação em pontos específicos.
De acordo com fontes do Público e do Expresso, o Governo comprometeu-se a não avançar imediatamente com a proposta legislativa para o Parlamento logo após a aprovação do Orçamento do Estado, demonstrando uma postura de diálogo que contrasta com a rigidez inicial. No entanto, a UGT, liderada por Mário Mourão, enfatizou que as divergências subsistem, particularmente nas normas que afetam a estabilidade contratual e os direitos dos trabalhadores, essenciais para a coesão social e económica do país.
Entretanto, o movimento grevista ganha fôlego com a adesão dos sindicatos do sector dos seguros à convocatória da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). O Sindicato das Empresas de Seguros (SINAPSA) e o Sindicato dos Trabalhadores de Atividade Seguradora (STAS), filiado na UGT, juntam-se à paralisação, como reportado pelo ECO. A presidente do STAS, Patrícia Caixinha, justificou a decisão pela necessidade de defender interesses laborais num contexto de reformas que, segundo os sindicatos, precarizam o emprego.
Esta escalada de tensões laborais ameaça a recuperação económica pós-pandemia, onde a estabilidade é primordial para atrair investimento e preservar o equilíbrio orçamental. O Governo, ao priorizar o diálogo, demonstra responsabilidade, mas urge que os sindicatos moderem as suas exigências para evitar perturbações desnecessárias à nação, que já enfrenta desafios globais como a inflação e a transição energética.


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