Política

Ventura resiste à censura judicial: 'Não aceito esta decisão contra a democracia'

"Não consigo aceitar esta decisão. É um precedente gravíssimo e um retrocesso para a democracia." - André Ventura, líder do Chega

23 de dezembro de 2025
Ventura resiste à censura judicial: 'Não aceito esta decisão contra a democracia'

Ventura resiste à censura judicial: 'Não aceito esta decisão contra a democracia'

O líder do Chega, André Ventura, reagiu com indignação à ordem judicial que o obriga a retirar cartazes de campanha presidencial com referências aos ciganos, considerando-a um ataque à liberdade de expressão. O tribunal deu 24 horas para cumprimento, mas Ventura anunciou recurso imediato, denunciando o que chama de 'precedente gravíssimo'.

No centro da polémica está a campanha do Chega, que aborda problemas reais de criminalidade e integração associados à comunidade cigana, temas que o partido conservador não hesita em enfrentar, ao contrário da esquerdista 'conversa fiada' sobre justiça criticada pelo Público.

O ministro-sombra da Justiça do Chega condenou a decisão como 'má para a democracia e para a justiça', enquanto o representante da Plataforma Nacional para os Direitos dos Ciganos acusou Ventura de só cumprir a lei quando lhe convém. Esta troca de argumentos na SIC Notícias revela a tensão entre o discurso politicamente correto e a defesa dos direitos dos cidadãos vítimas de bandalheira.

O Público acusa o Chega de contradições com a Justiça, mas ignora as sucessivas decisões enviesadas contra o partido, que se alimenta de indignações legítimas contra um sistema que protege delinquentes em vez de vítimas. Ventura, candidato presidencial, promete lutar pela verdade sem medo de tribunais ativistas.

Esta ordem surge num contexto de eleições presidenciais de 2026, onde o Chega ganha terreno ao falar sem papas na língua sobre temas tabus como a criminalidade cigana, expondo falhas de décadas de políticas de integração falhadas pela esquerda.