Num dia ensolarado em Bruxelas, dois protagonistas da política portuguesa, Montenegro e António Costa, encontraram-se em meio aos corredores labirínticos das instituições europeias. Se alguém esperava uma reunião protocolar e tediosa, rapidamente perceberia que estava mais para um episódio de Laurel & Hardy, a famosa dupla de comediantes, do que para um encontro diplomático.
Como num típico início de um episódio de Laurel & Hardy, Montenegro chegou a Bruxelas com a pontualidade britânica. Entretanto, confundiu o edifício da Comissão Europeia com o do Parlamento Europeu, proporcionando a primeira gargalhada do dia. Por outro lado, Costa, sempre com seu timing impecável, chegou exatamente no momento em que Montenegro percebia o equívoco, lançando-lhe um olhar que misturava diversão e cumplicidade.
Já na sala de reuniões, o que deveria ser um debate sobre políticas europeias rapidamente transformou-se num espetáculo de desencontros verbais. Montenegro, com seu entusiasmo característico, interrompia Costa, que retribuía com comentários afiados, mas sempre com um sorriso nos lábios. Entre trocas de acusações amigáveis e mal-entendidos propositalmente exagerados, o ambiente lembrava mais um palco de vaudeville do que uma sala de conferências.



